Um estudo realizado por economistas venezuelanos mostra que a política de expropriações do governo do presidente Hugo Chávez só deu prejuízo nos últimos anos. As empresas tomadas para desenvolver o país e acabar com as prateleiras vazias e os preços elevados dos alimentos se tornaram indústrias com baixa produção ou praticamente inativas.
Entre 2007 e 2009 , a Venezuela gastou mais com as expropriações (US$ 23 bilhões) do que os investimentos necessários para manter a produção petrolífera da PDVSA, principal fonte de renda do país (US$ 21 bilhões). A cifra não inclui as empresas expropriadas que não conseguiram acordo para as indenizações e submeteram o caso à arbitragem internacional.
O livro Gestión en Rojo, dos economistas Richard Obuchi, Annabela Abadi e Bárbara Lira, do Instituto de Estudos Superiores de Administração (IESA), analisa 16 grandes empresas compradas entre 2007 e 2009 – período da principal ofensiva contra o setor industrial privado. Em entrevista ao Estado, Obuchi afirmou que hoje as empresas não são autossuficientes financeiramente.
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